sexta-feira, 1 de junho de 2012

Uma breve auto-ajuda

Sabe aquela época que você tem a certeza de que alguém no mundo está conspirando contra você enquanto você está olhando pros lados pra atravessar a rua?
Todo mundo um dia foi picado pelo mosquito da ansiedade. Todo mundo um dia teve um problema que não sabia como resolver e sofreu por isso. O que você nunca espera é estar na fila de uma roleta onde os prêmios consistem em tomar tapas na cara até pedir arrego.

As vezes quando você espera receber abraços, conforto e carinho o mundo te dá socos na boca do estômago só pra te dar um "Prestenção".  Mas, não se chateie, não é por mal. É só mais um processo de adaptação pra uma nova fase da sua vida.
Você pode, e merece, ficar recluso, ignorar e odiar o mundo, o destino e inclusive quem você ama. Acredite, ninguém é obrigado a entender o que você passa e muito menos concordar com suas hopóteses. Alguns problemas precisam ser "chocados" e podem demorar mais tempo que o esperado pra você encontrar a solução. De novo, ninguém é obrigado a ter um pacote extra de tolerância (nem você) 

Lembre-se também que ninguém tem o direito de apontar o dedo pra você e dizer que você está errado (mesmo que você esteja). Só você sabe o que acontece aí dentro quando alguma bomba caseira explode na sua mão. As vezes uma unha encravada de alguém a faz sofrer mais que os seus problemas te oprimem então, pegue leve.

Costumo acreditar piamente naquele velho ditado: "A tristeza pode durar uma noite mas a algria vem pela manhã". A alegria pode vir pela manhã do mês (ano ou década) seguinte, mas ela SEMPRE vem.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ser um romântico não é legal.

Hoje em dia ter um 'eu lírico' romântico é sinal de que você se apaixona por cada sapo que beija por ai.
Essa sentença não poderia estar mais errada. CRISTO!

Não sei se é resultado de toda essa geração Valeska Popozuda e tal. Mas o negócio tá demais.
As pessoas acham que te conhecem, que podem prever que você vai grudar na pele deles mais que carrapato apaixonado e assim tornar a vida deles insuportável de se respirar. Calma lá. I'm fucking adorable!

Primeiro de tudo quero saber onde esse povo encontrou um observador (Fringe ref.) que lhes contou todo o futuro e onde raios fica esse vértice pra outra dimensão porque, bloody hell, só podem estar falando de um EU que não habita este mundo.

Você ser romântica (e não gostar de flores, que fique bem claro) é um sinônimo de grude ou necessidade de estar em um relacionamento amoroso todo minuto, vai entender.

Acho que todo romantismo surge por algum motivo. Acredito que, pelo menos, metade da população feminina foi infectada desde o primeiro conto de fadas que as mães liam para elas antes de dormir quando eram crianças, seguido de horas e horas assistindo desenhos Disney com finais felizes. SEMPRE existe um final feliz. Chega até a ser bizarro. Hoje tenho certeza que cortaram sem querer a tela das letrinhas de rodapé dizendo: "História meramente ficticia, a vida real é completamente diferente. Favor não se iludir".

A vida real é realmente BEM diferente. Se você se apaixonar por um cara escroto que nem a Fera você vai precisar apelar pra lei Maria da Penha um dia, esteja ciente. Seu príncipe encantado pode nem existir e você pode acabar com um Dunga ou, quem sabe, um Corcunda de Notre Dame (Quem vê corcunda não vê coração. Até ele se casa no segundo filme). A realidade é um prato que se come frio ou pelando, depende do seu ponto de vista.

O ponto deste post é que ninguém pode prever seu nível de romantismo em um relacionamento além de um observador (hehehehehe) e que absolutamente TUDO nessa vida, até o romantismo, pra dar certo depende de uma única coisa importantíssima: QUÍMICA. Se não tem, é hora de pegar o seu banquinho e sair de fininho.

terça-feira, 8 de maio de 2012

For real

É estranho conviver com a realidade quando vc passa muito tempo fantasiando.
Aquele primeiro encontro perfeito na realidade nunca aconteceu, muito menos as juras de amor que aprendeu com Meredith Grey  e que decorou e treinou tanto em frente ao espelho para dizer. 

A vida adulta é assim. Na verdade, a vida inteira é assim.
Algumas pessoas possuem bagagens que nem todo mundo é capaz de aceitar. Assim como você não aceitaria determinadas coisas.

Existem milhares de maneiras de lidar com situações inesperadas.
Algumas pessoas choram. Outras riem. Outras ligam pros amigos.Outros escutam 150 vezes a mesma música.
Outros sorriem e acenam como se nada tivesse acontecido. Outros desejam que o mundo acabe. Outros pegam um lápis, um papel e escrevem. E outros... outros estão sendo retirados do asfalto por uma pá pq se jogaram da ponte enquanto passava um caminhão com um rolo compressor (extremo demais).

A realidade pode doer, pode ser tudo o que você menos quer, mas sempre vai ser o que você precisa. Se existisse dose de realidade pra vender, seria como tomar vermifugos. 
Até porque, convenhamos,  viver no mundo imaginário tempo demais é um sinal de esquizofrenia ou falta de amigos (observe e procure um psiquiatra ou vá pro bar).

Muitas vezes deixamos até de viver com medo da realidade. Dizer algo pq você tem medo da resposta ou da reação é comum. Costumavam me dizer que você pode até ser um doce, mas não é de açúcar portanto você não vai deixar de existir se alguém lhe jogar um belo de um balde de água fria. Vá em frente. Dizem que é no banho que vc clareia sua mente.

A realidade pode te estapear na cara mas ela te abraça pela manhã. ;)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Se você pudesse escolher...

Se você pudesse escolher por quem se apaixonar quem você escolheria?

Nunca sabemos por quem vamos nos apaixonar, com quem vamos fazer planos pros próximos 10 anos depois do primeiro beijo. Ou, até mesmo, antes de um primeiro beijo. Quem nunca se apaixonou platônicamente, não é?

Se você pudesse escolher entre aquele cara que lindo, de barba mal feita, que gosta das mesmas esquisitices que você (mas que no fundo só quer alguém pra dizer ser seu) ou aquele cara que você, a princípio, não apostou 1 centavo de que poderia ser sua alma gêmea no estilo mais George O'Malley possível?

Não podemos escolher quem vai entrar por aquela frestinha do coração. Quem vê a situação de fora pode se perguntar: "O que você viu nesse cara?" e as vezes você nem consegue explicar porque como mágica, macumba, simpatia ou qualquer força sobrenatural você percebeu que já ficava idiota e falava coisas sem sentido perto dele, que sorria sozinha ao ver algo que ele goste em alguma vitrine.
Quando você menos se deu conta estava apaixonada por aquele cara esquisito que tem pôsteres de zumbis (tenho PAVOR de zumbis, obrigada) na parede do quarto, acha 'Summertime' nonsense demais pra ser uma love song de verdade e prefere seu rosto sem uma bela de uma barba.

Se pudessemos escolher talvez fossemos mais conscientes quando não desse certo afinal nós escolhemos e estamos cientes das consequências, certo? Mas a paixão não é matemática, não é exata. Se pudessemos escolher talvez nada chegasse perto de um final feliz.


Se você pudesse escolher por quem se apaixonar... Você escolheria alguém?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Foreveralone?

De vez em quando tento achar uma explicação do porque algumas pessoas sempre estão sozinhas.

Eu sou uma delas. Já usei a desculpa dos quilos e pneus a mais, das sardas no rosto e até mesmo na ausência de beleza. Mas a verdade é que a solidão me compreende. Não adianta usar desculpas: "Ah, porque eu sou feia" porque alguém no mundo te acha linda. "Ah, porque meu gênio é forte" porque sempre vai existir alguém que ache o seu gênio extraordinário. "Ah, porque os homens não prestam" porque os que prestavam você deu voadoras pra sumirem da sua vida.

Assuma que a sua solidão é seus status relashionship no momento. Ninguém te compreende melhor que você mesma. Ninguém entende porque quando você está passando por momentos difíceis você prefere pegar o ônibus de volta pra casa sozinha, sentar na janela e observar a rua sem dizer uma palavra (até porque falar sozinha em voz alta no ônibus pode parecer esquizofenia. Evite). A solidão não é uma doença, não é uma desgraça e tampouco efeito de macumba (na verdade talvez possa ser).

Desde que nascemos somos ensinados que precisamos encontrar alguém, casar, ter filhos e viver felizes para sempre. Minha realidade é completamente outra. Encontrei alguém, tive um filho, e percebi que nem de longe eu iria conseguir ter um final feliz (Aquelas coisas chamadas orgulho e amor próprio são úteis nessas horas). Aprendi que pra você ser realmente feliz para sempre precisa SE encontrar e SE amar. Não é fácil não criar raizes em alguém. Não é fácil viver só. Mas também não é impossível. Você pode conhecer milhares de pessoas, querer estar com grande parte e ao mesmo tempo não querer nada nem ninguém.

Estar só talvez não seja o que você planejou para a sua vida e provavelmente você nem sempre vai estar satisfeito com sua solidão no mundo mas quem sabe quando você estiver a solidão te deixe de vez?

terça-feira, 13 de março de 2012

Quando a vida te dá sinais...

Eu acredito muito em sinais.
Aliás, diria que acredito DEMAIS em sinais.
Podem ser sinais do divino, do destino, do raio que o parta. Eu sempre vou acreditar nos malditos sinais.

Desde que me conheço por gente sempre que vou fazer algo (que geralmente termina em alguma cagada) sinto aquele desespero intenso que dá vontade de voltar pra casa correndo e me esconder debaixo do edredon até tudo passar. Se não desisto: BATATA! VAI DAR MERDA! Eu não escutei os sinais e vou me ferrar.

Não sei se a loucura chegou ao ponto de acreditar em todos os sinais. As vezes nem era mesmo aqueeeeele sinal. Será que esses sinais não são simplesmente um auto-boicote ? Você mesma querendo, lá no fundo, que tudo dê errado mesmo, só pra poder dizer de boca cheia: "NADA DÁ CERTO COMIGO" e que "O MUNDO CONSPIRA CONTRA MIM", já que reclamar da vida é uma arte que você domina mais que respirar e colocar um pé na frente do outro.
Qualquer psicólogo diria que tudo isso tem a ver com um trauma de infância que persiste em existir até hoje porque você não "fechou a porta" pros fantasmas do passado (bullshit). Eu prefiro acreditar que meu sexto sentido é competente demais pra ser ignorado e que o alarme de incêndio sempre dispara por precaução. Como diria minha mãe: "Onde há fumaça há fogo". Se não há fogo, pelo menos é uma simulação de incêndio que, realmente, não deve ser ignorada.

Quando a vida te dá sinais... o que você faz?

segunda-feira, 12 de março de 2012

Começo. Meio. Fim. (por Lívia Santos)


Trilha para esse post: Florence + The Machine "Shake It Out": http://letras.terra.com.br/florence-and-the-machine/1964380/traducao.html

Tudo na vida tem um começo, meio e fim.

O começo: é lindo, cheio de surpresas, alegria, momentos de puro entusiasmo. É a descoberta, o caminho novo que se abre. É a oportunidade, as borboletas no estômago. É a novidade que nos deixa radiante. É a espera na janela, o telefonema, o cuidado, o detalhe. É o toque, a sensação, o arrepio. É a possibilidade do que não foi outrora e de que pode ser (mais) dali pra frente. É a (nova) promessa. É o "tudo que eu sempre quis e agora eu tenho". É a visão do arco-íris...tudo colorido na vida!

O meio: é a aventura, o desafio do dia a dia. É a presença, seja como for. É a descoberta, mas dessa vez, em doses homeopáticas e que alimentam o próximo, e o próximo, e o próximo dia. É o contato, cada vez mais próximo. É a felicidade de mais uma etapa, mais dia, mais uma hora, mais um segundo. É a saudade cotidiana. É conciliar, de pouco a pouco, as histórias. É compartilhar. É crescer e descobrir, juntos. É o gostinho bom de cada dia. 

O fim: é a falta imediata. É a despedida dos desejos, das expectativas, dos sonhos. É a lembrança. É a perda...de tanta coisa. É a dor, a angústia, o nó na garganta. É a nova realidade que se aproxima. É a conta que não fecha mais. É o silêncio. É o conforto da cama, lugar onde não se quer mais sair. É a lágrima que escorre...repetidamente. É o peito apertado. É a negação. É a reclusão. É a saudade..eterna.

Como eu disse lá em cima: tudo na vida tem um começo, meio e fim, estejamos preparados ou não. Como pra bom entendedor meia palavra basta, só me resta dizer que o amor não acaba, não some, não desaparece. Ele passa por mutação, se transforma, se revigora, encontra sua nova forma e se mantem (ou não - em alguns casos).

Assim como diz uma certa música que, assim como muitas, dizem por mim: "nem tudo que acaba, tem final".