terça-feira, 9 de outubro de 2012

Poderia ser você

É incrível como quando você está no olho do furacão de uma fossa bastante complicada, tudo parece acontecer justamente para você pensar em uma única coisa: "Poderia ser eu".

Um dia você descobre que o primeiro cara que chegou a gostar na vida (exagero), e que mais tarde você simplesmente chutou por motivo de pura vingança, fez aniversário de casamento. Poderia ser você, amiga!

Ou outro dia você se dá conta que aquele "esquisito" que você se apegou tanto ao longo dos anos e que nunca deu certo se arranjou com alguém numa situação muito parecida com a sua. Super poderia ser você, sua burra!

Então te contam, despretensiosamente, que aquele menino que foi apaixonado por você durante anos e anos e que você chegou a passar horas e horas no telefone durante a adolescência está pra casar. Poderia ser você, mas esse você não quer nem que seja sua última opção na face da terra. Acorda pq você nem se abalou de verdade!

Então você olha bem pra todas as opções que tem atualmente. Uma é sempre mais atraente que as outras. Pelo conjunto todo, você sabe que por algum motivo o cara certo, O Neo da sua vida, está lá para você. Talvez esteja enganada de novo, talvez tenha que esperar por longos anos até ambos estarem preparados pra um dia, finalmente, dar em alguma coisa. Mas você se importa, se preocupa, torce para que ninguém apareça nesse meio tempo, com sorrisos mais significativos que os seus, olhos que brilhem mais que os seus, que as palavras sejam simplesmente doces quando,você só dá pontapés no meio da cara. Você se questiona sobre o que deve fazer e nunca tem uma resposta divina de volta. Você sabe que esse novo alguém te faz um puta bem, mas não quer dar o braço a torcer por pura teimosia, mas dorme e acorda angustiada todos os dias pensando qual desfecho dar a essa nova história. Porque, desta vez, você não quer escutar sua consciência falando outra vez: "Poderia ser você".

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Só você sabe o que sente.

Lá estava eu, no ônibus das 8 horas folheando "A manhã seguinte sempre chega" do Gabito.
Quem já leu algum texto dele sabe do que eu estou falando.

Então passo os olhos pelo texto sobre a Ana Clara, a minha Luiza. Sempre sonhei com relacionamentos perfeitos, com jantares caseiros a luz de velas, danças lentas ao som de Summertime e noites memoráveis e crianças lindas e bochechudas brincando de esconde-esconde pela casa de campo da família. Mas minha vida parece ser roteiro de filme de comédia pastelão com direito a pessoas escondidas por horas dentro do armário, guerras de comida e tapas na cara.

Depois de ler a última linha decidi não mais me abster do romantismo. Acho que consigo lidar com uma vida onde eu goste de ganhar rosas colombianas no trabalho, de receber ligações 58 vezes por dia pra saber como eu estou ou até mesmo dividir um yakult ou o mesmo teto com alguém, que seja.

Já me disseram que tenho coração peludo, gelado, petrificado, fossilizado. Mas quem já se fodeu muito no sentido love fossa sabe do que estou falando. Você pode passar a ser mais (ou menos) seletivo a partir da primeira decepção. Escolher a dedo as pessoas erradas pq no fundo você sabe que essa merda não vai dar em nada além de triplicar sua gastrite e fazer você se especializar em planos de morte e fuga sagazes.

Só você sabe o que sente (as vezes você simplesmente não sabe, só sente), só você sabe o que te faz ser completamente idiota e ligar praquele cara que você colocou na cabeça que tem certeza que é o homem da sua vida vestido de barba e xadrez atrás de boas intenções (que só não são as mesmas que as suas que, por sua vez, talvez não sejam realmente tão boas). Só você sabe o quanto ele não preenche o vazio que aquele primeiro retardado que recitava frases de Chaves e Chapolin durante uma declaração de amor deixou. E você lembra que sempre vai ser tão imbecil quanto porque rolava de rir com "O gato ou o Kiko" durante uma discusão de relação que sempre terminava com um "ainda não sei porque eu gosto tanto de você".

É isso. Não sei porque gosto tanto. Talvez eu realmente nem goste. Talvez tenha sido a oportunidade que levou a esse desfecho de olhos molhados e coração apertado. Talvez seja o modo como acho fofa aquela cara de "você cheira cocaína" que eu adoro provocar. Talvez seja pelo simples fato de que preciso aprender que pessoas não se substituem, tampouco sentimentos e menos ainda os vazios na alma de artista sofrido e mal compreendido.

Na verdade nem eu sei o que sinto.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Nada faz sentido nesse post!


Esperamos tanto das pessoas… Esperamos que elas nos retribuam tudo quando damos a elas (Mesmo que seja só um pingo de atenção ou algumas balinhas). 
As vezes me pego pensando na eficiência do cérebro em pregar peças, em cismar com algo que nada mais é que o começo de uma desordem mental em um nível já bem avançado e até mesmo em dar alguns curtos circuitos no meio de um evento importante te fazendo ficar com cara de idiota na frente dos outros.

Dizem por aí que não adianta tentar tirar da cabeça o que esta no coração. Nunca tentei tirar sangue da cabeça, sabe? (Haha) Mas que raios é essa porra de coração e como ele funciona, minha gente? Meu amigo, tudo nessa vida é resultado de química (muitas vezes as combinações dão errado, explodem sem você percever e você tá ai achando normal ser um babaca). Todo esse calafrio e palpitação no coração que você sente quando avista seu flerte num boteco é apenas 3 litros de endorfina jorrando no seu cérebro. Não é interferência entre corpos e muito menos os imãs da paixão agindo em você, sabe? 

É bem difícil controlar e não sentir esse tipo de coisa. Eu sinto rios de emoção e soquinhos na boca do estômago só de ver janelinhas piscando no meu computador com a mesma inicial do nome do ser digno da minha atenção no momento. Imagina ao avistar o queridão do outro lado do ambiente? Semi-infarto, meu amor.
Todo mundo alguma vez na vida já passou por isso. E as borboletas? Ah, as malditas borboletas.

Geralmente mulher entra numa 'paranóia delirante' do tipo: "Ai, abiiiiiga, será que ele também quase coloca os bofes pra fora quando me vê?". Sabe... Não tenho mais idade pra isso. Aquele carinha não é o Bruninho* do colégio que eu jurei amor eterno aos 14 e depois pisou na minha cara como se eu fosse o shape do skate dele e espalhou difamações aos 4 ventos. Graças aos tratamentos psicológicos avançados, nenhuma paranóia é eterna.

Se você é do tipo descontrolada aqui vai a minha dica de ouro. Tá lendo bem? 
NÃO SE APAIXONE, MEU AMOR! Não se envolver é a maneira mais correta para evitar transtornos no seu lobo frontal (ou seja lá onde fica o ninho do amor no seu cérebro).
Se você percebeu que adora uma loucura, um descontrole possessivo e prefere se jogar nos braços do monstrinho do amor, *HIGH FIVE*, vc é dos meus. Amar ou se permitir sentir qualquer tipo de borboleta (por mais ridículas e insuportáveis que sejam) é sinal de que você ainda acredita no futuro dessa esfera levemente achatada nos polos embaixo dos nossos pés.

E, lembrem-se: Faça amor. Não faça a barba.


*nome meramente fictício por motivos de VAI QUE...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O involuntário revela (por Livia Santos)


"Eu fiz sem querer, sem pensar".

Quantas vezes já ouvimos isso? O mais engraçado é que, muitas vezes, é pra justificar algo que fez e, no português claro, cagou!

É justamente quando agimos involuntariamente, inconscientemente, que agimos a partir de sensações, emoções e desejos, de motivações puramente verdadeiras e reais. Nos despimos de convenções, do certo e errado, do planejado, do esperado - por você e pelo outro.

São justamente por "ações sem pensar" que muitos revelam que palavras são, apenas, palavras. Promessas. Pensamentos. Ações revelam, de fato, se as palavras vão ganhar "vida" ou se só passaram de sons emitidos pela boca, jogadas ao vento (ou escritas em pedacinhos de papel, mensagens, tweets e afins - o que torna tudo pior, já que nem frente a frente a pessoa consegue falar).

Logo, a partir de agora, se vir coisas feitas "involuntariamente" ou a justifica que abriu esse post, agradeça! Você acaba de se livrar de possíveis desilusões, falsas expectativas.  Viva o involuntário que revela as pessoas de verdade, sem pudores, e que liberta...a gente!

Obs.: ou as vezes as pessoas falam e fazem propositadamente. Aí, nesse caso, agradeça duas vezes.

(Esse texto foi uma colaboração/desabafo da Livia Santos pra não deixar esse blog morrer. E ele mostra que os sentimentos são realmente universais.)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Eu espero demais.

Infelizmente eu espero demais. Sempre me disseram isso. Eu espero demais.
Espero que tudo nessa vida tenha um sentido razoável, que cada lágrima derrubada tenha um motivo, que cada suspiro tenha uma justificativa.
É dificil esperar demais pelas coisas, pelas pessoas. E, geralmente, elas nem sabem ou imaginam que você está esperando algo. Mas você espera mesmo assim como uma criança que espera doente pelo seu presente de aniversário. Você espera um sinal, um alô, um "vá se foder", um chute na cara, qualquer coisa. Só que você nem sempre levanta a bunda do sofá pra mudar a história e ainda cria milhões de finais na cabeça (todos infelizes e com muito sangue e lágrimas, afinal você é uma assassina de histórias) pra justificar o porque de não levantar um dedo pra tentar fazer o não virar um sim.
Mas engraçado mesmo é quando a vida tenta te ajudar mas na verdade só te fode sem nem te levar pra jantarzinho antes. Você foca em UMA coisa e ela te oferece uma bandeja com inúmeras possibilidades que um dia você já quis mais que comer um balde de 3kg de doce de leite sem engordar. E, obviamente, você fica inclinada a aceitar. Afinal, se um dia você quis por que agora não iria? E então vale o lembrete: Chega de esperar e mexe essa bundinha. ;)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Uma breve auto-ajuda

Sabe aquela época que você tem a certeza de que alguém no mundo está conspirando contra você enquanto você está olhando pros lados pra atravessar a rua?
Todo mundo um dia foi picado pelo mosquito da ansiedade. Todo mundo um dia teve um problema que não sabia como resolver e sofreu por isso. O que você nunca espera é estar na fila de uma roleta onde os prêmios consistem em tomar tapas na cara até pedir arrego.

As vezes quando você espera receber abraços, conforto e carinho o mundo te dá socos na boca do estômago só pra te dar um "Prestenção".  Mas, não se chateie, não é por mal. É só mais um processo de adaptação pra uma nova fase da sua vida.
Você pode, e merece, ficar recluso, ignorar e odiar o mundo, o destino e inclusive quem você ama. Acredite, ninguém é obrigado a entender o que você passa e muito menos concordar com suas hopóteses. Alguns problemas precisam ser "chocados" e podem demorar mais tempo que o esperado pra você encontrar a solução. De novo, ninguém é obrigado a ter um pacote extra de tolerância (nem você) 

Lembre-se também que ninguém tem o direito de apontar o dedo pra você e dizer que você está errado (mesmo que você esteja). Só você sabe o que acontece aí dentro quando alguma bomba caseira explode na sua mão. As vezes uma unha encravada de alguém a faz sofrer mais que os seus problemas te oprimem então, pegue leve.

Costumo acreditar piamente naquele velho ditado: "A tristeza pode durar uma noite mas a algria vem pela manhã". A alegria pode vir pela manhã do mês (ano ou década) seguinte, mas ela SEMPRE vem.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ser um romântico não é legal.

Hoje em dia ter um 'eu lírico' romântico é sinal de que você se apaixona por cada sapo que beija por ai.
Essa sentença não poderia estar mais errada. CRISTO!

Não sei se é resultado de toda essa geração Valeska Popozuda e tal. Mas o negócio tá demais.
As pessoas acham que te conhecem, que podem prever que você vai grudar na pele deles mais que carrapato apaixonado e assim tornar a vida deles insuportável de se respirar. Calma lá. I'm fucking adorable!

Primeiro de tudo quero saber onde esse povo encontrou um observador (Fringe ref.) que lhes contou todo o futuro e onde raios fica esse vértice pra outra dimensão porque, bloody hell, só podem estar falando de um EU que não habita este mundo.

Você ser romântica (e não gostar de flores, que fique bem claro) é um sinônimo de grude ou necessidade de estar em um relacionamento amoroso todo minuto, vai entender.

Acho que todo romantismo surge por algum motivo. Acredito que, pelo menos, metade da população feminina foi infectada desde o primeiro conto de fadas que as mães liam para elas antes de dormir quando eram crianças, seguido de horas e horas assistindo desenhos Disney com finais felizes. SEMPRE existe um final feliz. Chega até a ser bizarro. Hoje tenho certeza que cortaram sem querer a tela das letrinhas de rodapé dizendo: "História meramente ficticia, a vida real é completamente diferente. Favor não se iludir".

A vida real é realmente BEM diferente. Se você se apaixonar por um cara escroto que nem a Fera você vai precisar apelar pra lei Maria da Penha um dia, esteja ciente. Seu príncipe encantado pode nem existir e você pode acabar com um Dunga ou, quem sabe, um Corcunda de Notre Dame (Quem vê corcunda não vê coração. Até ele se casa no segundo filme). A realidade é um prato que se come frio ou pelando, depende do seu ponto de vista.

O ponto deste post é que ninguém pode prever seu nível de romantismo em um relacionamento além de um observador (hehehehehe) e que absolutamente TUDO nessa vida, até o romantismo, pra dar certo depende de uma única coisa importantíssima: QUÍMICA. Se não tem, é hora de pegar o seu banquinho e sair de fininho.

terça-feira, 8 de maio de 2012

For real

É estranho conviver com a realidade quando vc passa muito tempo fantasiando.
Aquele primeiro encontro perfeito na realidade nunca aconteceu, muito menos as juras de amor que aprendeu com Meredith Grey  e que decorou e treinou tanto em frente ao espelho para dizer. 

A vida adulta é assim. Na verdade, a vida inteira é assim.
Algumas pessoas possuem bagagens que nem todo mundo é capaz de aceitar. Assim como você não aceitaria determinadas coisas.

Existem milhares de maneiras de lidar com situações inesperadas.
Algumas pessoas choram. Outras riem. Outras ligam pros amigos.Outros escutam 150 vezes a mesma música.
Outros sorriem e acenam como se nada tivesse acontecido. Outros desejam que o mundo acabe. Outros pegam um lápis, um papel e escrevem. E outros... outros estão sendo retirados do asfalto por uma pá pq se jogaram da ponte enquanto passava um caminhão com um rolo compressor (extremo demais).

A realidade pode doer, pode ser tudo o que você menos quer, mas sempre vai ser o que você precisa. Se existisse dose de realidade pra vender, seria como tomar vermifugos. 
Até porque, convenhamos,  viver no mundo imaginário tempo demais é um sinal de esquizofrenia ou falta de amigos (observe e procure um psiquiatra ou vá pro bar).

Muitas vezes deixamos até de viver com medo da realidade. Dizer algo pq você tem medo da resposta ou da reação é comum. Costumavam me dizer que você pode até ser um doce, mas não é de açúcar portanto você não vai deixar de existir se alguém lhe jogar um belo de um balde de água fria. Vá em frente. Dizem que é no banho que vc clareia sua mente.

A realidade pode te estapear na cara mas ela te abraça pela manhã. ;)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Se você pudesse escolher...

Se você pudesse escolher por quem se apaixonar quem você escolheria?

Nunca sabemos por quem vamos nos apaixonar, com quem vamos fazer planos pros próximos 10 anos depois do primeiro beijo. Ou, até mesmo, antes de um primeiro beijo. Quem nunca se apaixonou platônicamente, não é?

Se você pudesse escolher entre aquele cara que lindo, de barba mal feita, que gosta das mesmas esquisitices que você (mas que no fundo só quer alguém pra dizer ser seu) ou aquele cara que você, a princípio, não apostou 1 centavo de que poderia ser sua alma gêmea no estilo mais George O'Malley possível?

Não podemos escolher quem vai entrar por aquela frestinha do coração. Quem vê a situação de fora pode se perguntar: "O que você viu nesse cara?" e as vezes você nem consegue explicar porque como mágica, macumba, simpatia ou qualquer força sobrenatural você percebeu que já ficava idiota e falava coisas sem sentido perto dele, que sorria sozinha ao ver algo que ele goste em alguma vitrine.
Quando você menos se deu conta estava apaixonada por aquele cara esquisito que tem pôsteres de zumbis (tenho PAVOR de zumbis, obrigada) na parede do quarto, acha 'Summertime' nonsense demais pra ser uma love song de verdade e prefere seu rosto sem uma bela de uma barba.

Se pudessemos escolher talvez fossemos mais conscientes quando não desse certo afinal nós escolhemos e estamos cientes das consequências, certo? Mas a paixão não é matemática, não é exata. Se pudessemos escolher talvez nada chegasse perto de um final feliz.


Se você pudesse escolher por quem se apaixonar... Você escolheria alguém?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Foreveralone?

De vez em quando tento achar uma explicação do porque algumas pessoas sempre estão sozinhas.

Eu sou uma delas. Já usei a desculpa dos quilos e pneus a mais, das sardas no rosto e até mesmo na ausência de beleza. Mas a verdade é que a solidão me compreende. Não adianta usar desculpas: "Ah, porque eu sou feia" porque alguém no mundo te acha linda. "Ah, porque meu gênio é forte" porque sempre vai existir alguém que ache o seu gênio extraordinário. "Ah, porque os homens não prestam" porque os que prestavam você deu voadoras pra sumirem da sua vida.

Assuma que a sua solidão é seus status relashionship no momento. Ninguém te compreende melhor que você mesma. Ninguém entende porque quando você está passando por momentos difíceis você prefere pegar o ônibus de volta pra casa sozinha, sentar na janela e observar a rua sem dizer uma palavra (até porque falar sozinha em voz alta no ônibus pode parecer esquizofenia. Evite). A solidão não é uma doença, não é uma desgraça e tampouco efeito de macumba (na verdade talvez possa ser).

Desde que nascemos somos ensinados que precisamos encontrar alguém, casar, ter filhos e viver felizes para sempre. Minha realidade é completamente outra. Encontrei alguém, tive um filho, e percebi que nem de longe eu iria conseguir ter um final feliz (Aquelas coisas chamadas orgulho e amor próprio são úteis nessas horas). Aprendi que pra você ser realmente feliz para sempre precisa SE encontrar e SE amar. Não é fácil não criar raizes em alguém. Não é fácil viver só. Mas também não é impossível. Você pode conhecer milhares de pessoas, querer estar com grande parte e ao mesmo tempo não querer nada nem ninguém.

Estar só talvez não seja o que você planejou para a sua vida e provavelmente você nem sempre vai estar satisfeito com sua solidão no mundo mas quem sabe quando você estiver a solidão te deixe de vez?

terça-feira, 13 de março de 2012

Quando a vida te dá sinais...

Eu acredito muito em sinais.
Aliás, diria que acredito DEMAIS em sinais.
Podem ser sinais do divino, do destino, do raio que o parta. Eu sempre vou acreditar nos malditos sinais.

Desde que me conheço por gente sempre que vou fazer algo (que geralmente termina em alguma cagada) sinto aquele desespero intenso que dá vontade de voltar pra casa correndo e me esconder debaixo do edredon até tudo passar. Se não desisto: BATATA! VAI DAR MERDA! Eu não escutei os sinais e vou me ferrar.

Não sei se a loucura chegou ao ponto de acreditar em todos os sinais. As vezes nem era mesmo aqueeeeele sinal. Será que esses sinais não são simplesmente um auto-boicote ? Você mesma querendo, lá no fundo, que tudo dê errado mesmo, só pra poder dizer de boca cheia: "NADA DÁ CERTO COMIGO" e que "O MUNDO CONSPIRA CONTRA MIM", já que reclamar da vida é uma arte que você domina mais que respirar e colocar um pé na frente do outro.
Qualquer psicólogo diria que tudo isso tem a ver com um trauma de infância que persiste em existir até hoje porque você não "fechou a porta" pros fantasmas do passado (bullshit). Eu prefiro acreditar que meu sexto sentido é competente demais pra ser ignorado e que o alarme de incêndio sempre dispara por precaução. Como diria minha mãe: "Onde há fumaça há fogo". Se não há fogo, pelo menos é uma simulação de incêndio que, realmente, não deve ser ignorada.

Quando a vida te dá sinais... o que você faz?

segunda-feira, 12 de março de 2012

Começo. Meio. Fim. (por Lívia Santos)


Trilha para esse post: Florence + The Machine "Shake It Out": http://letras.terra.com.br/florence-and-the-machine/1964380/traducao.html

Tudo na vida tem um começo, meio e fim.

O começo: é lindo, cheio de surpresas, alegria, momentos de puro entusiasmo. É a descoberta, o caminho novo que se abre. É a oportunidade, as borboletas no estômago. É a novidade que nos deixa radiante. É a espera na janela, o telefonema, o cuidado, o detalhe. É o toque, a sensação, o arrepio. É a possibilidade do que não foi outrora e de que pode ser (mais) dali pra frente. É a (nova) promessa. É o "tudo que eu sempre quis e agora eu tenho". É a visão do arco-íris...tudo colorido na vida!

O meio: é a aventura, o desafio do dia a dia. É a presença, seja como for. É a descoberta, mas dessa vez, em doses homeopáticas e que alimentam o próximo, e o próximo, e o próximo dia. É o contato, cada vez mais próximo. É a felicidade de mais uma etapa, mais dia, mais uma hora, mais um segundo. É a saudade cotidiana. É conciliar, de pouco a pouco, as histórias. É compartilhar. É crescer e descobrir, juntos. É o gostinho bom de cada dia. 

O fim: é a falta imediata. É a despedida dos desejos, das expectativas, dos sonhos. É a lembrança. É a perda...de tanta coisa. É a dor, a angústia, o nó na garganta. É a nova realidade que se aproxima. É a conta que não fecha mais. É o silêncio. É o conforto da cama, lugar onde não se quer mais sair. É a lágrima que escorre...repetidamente. É o peito apertado. É a negação. É a reclusão. É a saudade..eterna.

Como eu disse lá em cima: tudo na vida tem um começo, meio e fim, estejamos preparados ou não. Como pra bom entendedor meia palavra basta, só me resta dizer que o amor não acaba, não some, não desaparece. Ele passa por mutação, se transforma, se revigora, encontra sua nova forma e se mantem (ou não - em alguns casos).

Assim como diz uma certa música que, assim como muitas, dizem por mim: "nem tudo que acaba, tem final".

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Como seria?

Todo dia acordo pensando como seria...
Como seria o dia em que nossos caminhos se cruzassem e nunca mais deixassem de continuar juntos?
Como seria celebrar todos os dias um começo novo?
Como seria pegar aquela lista de planos e tirá-las do papel?
Como seria a sua reação diante do meu primeiro surto não querendo mais te ver?
Como seria não enxergar mais nenhuma outra barba no mundo além da sua?
Como seria escolher as cores das paredes que combinaria com o sofá da nossa casa?
Como seria a primeira crise de ciumes daquela sua amiga do trabalho?
Como seria nunca mais sentir aquele vazio pro resto da vida?
Como seria sentir saudade já no elevador de casa?
Como seria se um dia eu acordasse e você fosse real?
Como seria...?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Se não te serve é porque não era pra ser teu.

Quando você exige demais de si mesmo cada linha fora do que você traçou pode ser o fim do mundo.
As vezes você faz coisas se convencendo de que o controle da situação está exclusivamente em suas mãos. Mesmo que envolva outras pessoas. Sair do seu alcance é sinal de que algo está errado. Um "A" quando você espera um "B" se torna um abismo que supostamente alguém está tentando te empurrar.

Você se convence que uma coisa não serve pra você mas não desapega. Aquela mania de controlar o incontrolável te prega uma peça e ao ver o que você rejeitou nas mãos de outra pessoa você  se incomoda que aquilo fez alguém feliz que não você. Se não te serviu não deve servir pra ninguém. Como se você fosse uma espécie de controle de qualidade quando na realidade você é doente da cabeça.

Assim são com as coisas. Assim são com as pessoas. Tá na hora de mudar, certo? Hora de perceber que a única pessoa que te impede de ser feliz é a que reflete no espelho e não o alinhamento do sol com a lua e marte no dia que você nasceu. Só você é  responsável pelo seu status de relacionamento com qualquer pessoa. Se você se permitir passar da página 8 e conhecer as coisas melhor, talvez encontre o que faltava pra você saber que aquilo pode sim te servir. A gente precisa entender uma coisa: se não te serve é porque não era mesmo pra ser seu.

A vida vive dando alertas e tapas na cara de quem precisa. Só é preciso percebê-los e sentir arder os tabefes antes que seja tarde demais e você esteja literalmente na beira de um abismo sem volta e de mãos e pés atados.

Tá mais do que na hora de acordar, desapegar do que não te serve e continuar a SUA história feliz.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Crises. Até quando?

Acho que todo mundo passa por crises existenciais durante sua passagem por essa Terra.
Geralmente são relacionadas a alguma insatisfação que você tem nessa vida linda e as vezes parece que faz brotar vulcões em erupção no meio da sua sala de estar  e você fica na dúvida se salva a primeira temporada de The O.C., o cd do Tom Jobim que você escutava no carro do seu pai nas viagens de família ou o seu notebook com todos os arquivos da sua vida.
Ai você para e pensa: "O que eu estou fazendo aqui ainda?" "Será que eu quero contornar toda essa lava e fingir que foi só uma brisa de verão?", "Porque eu não dou mais aquele sorriso despercebido na rua pra pessoas desconhecidas?" (Ok, mentira. Não sorrio pra estranhos. Só pra crianças, cachorros e alguns velhinhos).
A realidade é: um dia você vai passar por essa crise de "Não caibo mais dentro de mim" e vai se questionar se esse era o rumo que você sempre quis que sua vida tomasse.
Pode ser culpa de um inferno astral adiantado, uma TPM que driblou todo o tratamento que vc teve a maior paciência do mundo em fazer ou apenas o mundo te espremendo querendo dizer que você precisa enxergar o caminho brilhante que ele separou justamente pra sua passagem e que você ainda não escolheu por pura preguiça de limpar o matinho dessa nova e caminhar nele devagar e sem medo.

Papai do céu quando nos criou nos deu a oportunidade de escolha. Você pode escolher qual caminho tomar. Se você estiver disposto a arriscar, você terá muitas histórias pra contar. Se você não estiver, tenho certeza que terá muitas histórias para terminar.
Durante esses espasmos de questionamento de existência muitas vezes tentamos preencher os vazios com pequenas salas vazias e isso parece amenizar o sofrimento mas, amigo, não se engane. Você só vai saber que elas estão vazias algum tempo depois e quando você descobrir vai se sentir mais vazio que pastel de ar. A melhor forma de se encontrar é olhando pra dentro de você mesmo e analisando de que tamanho são as peças que faltam e comparar com as opções que a vida te deu. Uma SEMPRE vai encaixar. Assim como a tampa da panela e o caroço no abacate (hehe).

Ainda estou decidindo se escreverei um livro baseado em fatos reais ou em "fatos veramente inventados".
A verdade é que você nunca acha que essa crise vai terminar mas, querido, está só começando. Dizem que a dos 30 é bem mais intensa.
;)